quarta-feira, 5 de maio de 2010

Jornalixo



O jornalismo é uma paixão mais forte do que o futebol, ou estão equilibradas?

- Estão equilibradas. Não é fácil haver uma paixão na minha vida maior que o futebol, tirando a que tenho pelas pessoas de quem gosto. Mas felizmente tem sido possível conjugá-las muitas vezes, fazendo jornalismo sobre futebol. Mas confesso que me dá mais gosto o futebol sem jornalismo, porque quando se está a trabalhar perde-se uma parte da paixão do adepto comum.

- E é hoje que vai desvendar o clube do seu coração?

- Não, por uma razão... Pelo menos agora. Gosto que as pessoas apreciem o meu trabalho sem a tentação de quererem ler ou ouvir o que eu digo à luz do clube... Também não assumo o partido.

aqui

2 comentários:

pois disse...

Meu caro,

Isto sempre foi assim. Sempre todos contra nós. Como estavamos ocupados em vencer, em comemorar, em preparar nova vitória, em espectar nova vitória e em vencer novamente fomos passando por cima deles e tentando não reparar no que iam fazendo e no que se estavam a transformar.
Tal como com a a arbitragem, quer no campo de jogo quer no campo das nomeações e com a disciplina. Há quanto tempo notavamos que as coisas estavam misteriosamente diferentes. Foram sumarissimos criados só para nós; Foi Licha o único punido por pretensa simulação; Foram os 6 pontos retirados sem mais nem menos; Foi Ricardo Costa a fazer o que quer, etc, etc e nós sempre entretidos em vencer, em formar as melhores equipas, em contratar jogadores, valorizar jogadores e fazer negócios milionários que nos obrigaram consecutivamente a suplantar e substituir os nossos melhores intervenientes (estes sim intervenientes no jogo).
Mas isto não calha sempre bem. E os outros intervenientes também quiseram intervir, não no jogo mas nas regras - ou na interpretação e aplicação delas. E quando numa época no meio de cinco não conseguimos vencer tudo o que estamos habituados, paramos, olhamos para o lado e os ratos estão cá fora, as cobras serpenteiam, os que defendiam agora atacam e escondem a mão, os sebastiões cumprem a tarefa e piram-se e nós, a quem normalmente bastava ter a melhor equipa para vencer reparamos que nem assim (porque nos desfazem a equipa), que isso já não basta e ficamos atónitos com o que realmente se passa.
Mas acordamos e acordados já não é tão fácil vencer-nos porque já voltamos do sítio para onde se dirigem.
O PORTO é muito grande
Saudações PORTISTAS

Anônimo disse...

sempre que vejo esta "peça", dá-me vontade de rir. E então quando a peça "fala", rio às gargalhadas.
A transcrição do que a "peça" terá falado, então dá-me é de ir às lágrimas.
"gosto que as pessoas apreciem o meu trabalho" .